O geoplano como instrumento fundamental da aproximação entre a Geometria e a Álgebra no 8º ano do Ensino Fundamental
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20338832Palavras-chave:
Geoplano, Materiais manipuláveis, Ensino de Geometria, Ensino de Álgebra, Anos finais do Ensino FundamentalResumo
Este artigo objetiva investigar, a partir da produção acadêmica disponível, como o uso de materiais manipuláveis, com ênfase no geoplano, pode contribuir para a articulação entre conceitos geométricos e algébricos no 8º ano. Desta forma, trata-se de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, com levantamento sistemático de artigos, livros, trabalhos acadêmicos e documentos oficiais (PCN, BNCC, SAEB) publicados, principalmente, entre 2012 a 2025. A fundamentação teórica ancora-se em Lorenzato (2012), Passos (2012), Facchi (2022) e Mendes (2009), que discutem o papel dos materiais manipuláveis na passagem do concreto ao abstrato, bem como as condições necessárias para uma mediação docente eficaz. Os resultados indicam que o geoplano, utilizado de maneira intencional, permite ao aluno visualizar relações espaciais, testar hipóteses e generalizar algebricamente propriedades geométricas. Contudo, a literatura também revela controvérsias: a simples manipulação não garante a aprendizagem; a mediação do professor e a superação de desafios são fatores decisivos na efetivação do ensino. Embora, haja lacuna de pesquisas voltadas especificamente aos Anos Finais do Ensino Fundamental, constatou-se, por meio dos estudos elencados nesta pesquisa, que o geoplano constitui um recurso promissor para a integração entre Geometria e Álgebra.
Downloads
Referências
BARROS, Renata Camargo dos Passos; PAVANELLO, Regina Maria. Relações Entre Figuras Geométricas Planas e Espaciais no Ensino Fundamental: o que Diz a BNCC?. Jornal Internacional de Estudos em Educação Matemática, [S. l.], v. 15, n. 1, p. 11–19, 2022.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). SAEB 2018: documento de referência. Brasília, 2018.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.
BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: matemática. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.
COSTA, Neusa de Fátima Gonçalves. A dificuldade no aprendizado de geometria. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Ensino de Ciências) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Medianeira, 2020.
DE OLIVEIRA MELO, Danielle Silveira; DOS SANTOS, Claudiene; DA SILVA NETO, João Ferreira. Os desafios do desenvolvimento de habilidades matemáticas no ensino fundamental. Rebena-Revista Brasileira de Ensino e Aprendizagem, v. 15, p. 568-593, 2026.
DO NASCIMENTO, Arlyson Alves; DA SILVA JÚNIOR, Manoel Joaquim; DA SILVA, Sara Jamily Firmino. Experimentação e Descoberta: Desenvolvimento de Atividades Experimentais para o Aprendizado Ativo no Laboratório de Ensino de Matemática. Rebena-Revista Brasileira de Ensino e Aprendizagem, v. 12, p. 193-204, 2025.
DOS SANTOS FILHO, Genivaldo Vespasiano; DO NASCIMENTO, Arlyson Alves. Plano Cartesiano Manipulável: Recurso Pedagógico de Baixo Custo para o Ensino de Matemática. Revista Alagoana de Ensino de Matemática, v. 2, p. 55-65, 2026.
FACCHI, Maria Gabriela. A importância do uso de materiais manipuláveis no ensino de matemática. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Matemática) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, 2022.
FERREIRA, A. T. R. J.; ARAUJO, S. S.; VIEIRA, L. B. Material Manipulável e a formação inicial do/a professor/a que ensina Matemática: reflexões e perspectivas. Caderno de Educación y Desarrollo, v. 17, n. 10, 2024.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 1992.
LORENZATO, Sérgio. (org,) O laboratório de ensino de matemática na formação de professores. 3. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2012.
MACHADO, R. M. Mini-curso - explorando o geoplano. In: Anais da II Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática, 2004. Disponível em: www.bienasbm.ufba.br/M11.pdf . Acesso em: 06 dez. 2025.
MENDES, Iran Abreu. Matemática e investigação em sala de aula: tecendo redes cognitivas na aprendizagem. 2. ed. São Paulo: Livraria da Física, 2009.
MORAIS, Sarah Papa de et al. Metodologias ativas de aprendizagem: elaboração de roteiros de estudos em “salas sem paredes”. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (orgs.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem téorico-prática [recurso eletrônico]. Porto Alegre: Penso, 2018.
MOURA, M. C. M.; PIRES, D. A. T. Análise crítica da criação de materiais manipuláveis durante a formação inicial de professores. Brazilian Journal of Development, v.7, n. 9, p. 90719-90735, 2021.
PASSOS, Cármen Lúcia Brancaglion. Materiais manipuláveis como recursos didáticos na formação de professores de matemática. In: LORENZATO, S. (org,) O laboratório de ensino de matemática na formação de professores. 3. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2012. p. 77-92.
PONTES, Edel Alexandre Silva. Matemática e formação integral na Educação Profissional e Tecnológica: o papel do professor e do aluno no processo de ensino e aprendizagem. Revista Alagoana de Ensino de Matemática, v. 1, p. 4-16, 2025.
PONTES, Edel Alexandre Silva. Raciocínio, Inteligência, Criatividade e Aprendizagem: o Método RICA no ensino e aprendizagem de Matemática na Educação Profissional e Tecnológica. Revista Alagoana de Ensino de Matemática, v. 2, p. 16-28, 2026.
SOUSA, N. dos P.; SILVA, E. T. da; SILVA, G. F. da; OLIVEIRA, M. S. S. de; TOMAS, N. dos P. S. Materiais manipuláveis nas aulas de matemática: Um olhar sobre a prática dos professores do ensino fundamental de Bom Jardim / Materials manipulable in mathematics classes: A look at the practice of elementary school teachers in Bom Jardim. Brazilian Journal of Development, [S. l.], v. 6, n. 7, p. 42691–42707, 2020.
VALENTE, José Armando. A sala de aula invertida e a possibilidade do ensino personalizado: uma experiência com a graduação em midialogia. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (orgs.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem téorico-prática [recurso eletrônico]. Porto Alegre: Penso, 2018.
ZANELLA, Liane Carly Hermes. Metodologia da pesquisa. Florianópolis: SEaD/UFSC, 2006, 144p.